Luiz Franqueira 12.09.20
... a tal vespa velutina que está a atormentar a Europa como vespa invasora e é perigosa, especialmente, para as colmeias das abelhas, para as outras vespas (para todos os insectos) e, também para o homem. Uma vespa asiática chega a devorar um louva-a-deus, que é um dos insectos mais predadores que há por aí.
Também já ganhei alguma experiência na luta com estas sacaninhas!
Uma semana depois de encontrar estas vespas nas bananeiras do meu amigo Joaquim Bernardino, voltei a Mafra. Dirigi-me às bananeiras e elas lá andavam esvoaçando por entre elas. As flores já não eram o que elas queriam e, se calhar, por causa disso, foram mais ameaçadoras.
Eu apontava a máquina e, de vez em quando, lá aparecia uma a vigiar a lente da máquina e os meus óculos. Fizeram isso umas quatro ou cinco vezes, talvez pelo refexo das lentes. Ameaçavam mas como eu me mantinha quietinho elas desandavam. Por fim voltei ao último grupo de bananeiras. Voltei a apontar a máquina e a filha da mãe duma vespa quase se mandou à lente e de seguida implica com os meus óculos, três vezes seguidas, dá a impressão que vai desandar mas voltou à carga e deu três voltas ao meu corpo sempre ameaçando.
Claro que eu fiquei quietinho como uma estátua. Fiquei a aguardar a ferradela, fosse onde fosse. Deve ter sido a minha sorte ter ficado quieto. Lembrei-me de uma vez, em Adrão, quando fui visitar o ti Joaquim da Chica. Ele tinha umas colmeias junto da casa e as abelhas esvoaçavam por ali em volta.
«Anda, não tenhas medo»! «Avança pelo meio delas, sem bracejar, que elas não te fazem mal». Claro que eu estava com receio de ser picado por uma ou outra. Mas como nunca gostei de fazer o papel de medricas, aventurei-me! Estava um calor danado mas vesti o blusão. Eu não bracejava mas tinha de me mover e elas podiam não gostar deste intruso. Revivi as abelhas dos Poulos do Miguel, em Mafra. A velutina sumiu e eu fique intacto.
Esta caminhava pelo solo e já não sabia para que lado ficava o norte
Mas não se fiem na minha quietude. Eu bem ouvi a vespa! "A tua sorte, Ventor, foi não teres morto a minha amiga"! E terá sido! Tinha aparecido uma vespa asiática no chão, junto da malta, bastante combalida. Eu quis tirar-lhe fotos e gritavam-me para a matar mas eu continuei a tirar fotos acreditando que ela já não iria a lado nenhum. «Põe-lhe o ténis, em cima»! Eu continuei com as fotos e a vespa ia caminhando como podia. O meu amigo Checa chegou junto da vespa e esmagou-a com o sapato. E pronto! Aquela filha da mãe que me assustou percebeu que eu era um tipo porreiro e não merecia ser ferrado. Há dias de sorte!
Esta, depois de esmagada, entrou em acção o trabalho de limpeza das formigas








