quinta-feira, 13 de maio de 2021

Caminhar entre amigos

 Luiz Franqueira 13.05.21

Há dias, no sábado passado, caminhei pelos lados do Cartaxo, onde fui comer um cozido à portuguesa, entre amigos. Mas como dizia o meu Quico, mesmo caminhando ao sol e com céu limpo, nunca vemos todos os amigos que por ali andam.

Andei por entre as flores, muitas flores selvagens e fui espreitar a casa de velhos amigos.

Reparei que casa lá estava e sem teias de aranha na porta, limpinha! Já há alguns anos que os pica-paus fazem lá criação

Estive lá de manhã e pareceu-me ouvir a criançada chamar mas, depois de algum alarido, silêncio total. Depois veio o cozido com tinto com a marca de outros amigos da velha guarda - os abelharucos.

Depois do cozido fiz, pelos arredores, uma caminhada de cerca de 3 km, entre flores sem fim, entre matagal e entre outros amigos, alguns dos quais não vi, só vi rastos de fossadas dos javalis.

Depois dessa caminhada voltei à casa dos pica-paus acompanhado e, então, ouvi, mais claramente, os pequenotes dizerem: "desculpa Ventor, mas os nossos pais disseram-nos para não abrirmos a porta a ninguém".

"Meninos bem comportados" - disse eu. "Eu digo-vos o mesmo. Não abram a porta a ninguém, nem mesmo ao Ventor. Podem criar maus hábitos"!


Qual dos pica-paus será? O malhado ou o verde? Também já vi um pica-pau preto!

Foi lindo saber que os velhos pica-paus continuam a utilizar a velha casa mas estes eu nunca os vi. Nem sei que tipo de pica-paus são. São tão sorrateiros que nunca os vi!

Em tempos, em Queluz, um pica-pau malhado grande quase me desafiava para a "bicada", por eu, também sorrateiramente, lhe andar a rondar a casa, num pinheiro velho. Mas aí acompanhei-os três anos. Chegou a fazer passagens baixas sobre a minha cabeça só por eu estar sentado a cerca de 30 metros do seu casarão.

As Janelas por onde espreito

 Nasci no Lugar de Adrão   Na serra de Soajo As Caminhadas por aí   Estive em Moçambique   A Arrelia do Quico   O meu Pilantra s     As bele...