quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Outra vez a vespa asiática

 Luiz Franqueira 08.10.20

Hoje voltei a Mafra. Vi o meu amigo Piloto correr tanto que até pensei que as vespas asiáticas vinham atrás dele. Abraçou-me, lambosou-me e continuou a corrida doida até à "tia" Gisela.

Cheguei junto do meu amigo Rui e perguntei-lhe se as vespas asiáticas ainda andavam por lá. A resposta foi: "não, já não se têm visto".

Esta comia e outra chegou e atacou-a. Foi uma algazarra

Dirigi-me às bananeiras onde quase não há flores, apenas uns resquícios aqui ou ali. Mas eu, ainda afastado vi uma a esvoaçar no meio das bananeiras. Calculei que era asiática pelo tamanho. Continuei a andar ao mesmo tempo que tentava ver, embora já velhas, as flores das bananeiras. Aproximei-me mais e encontrei o abdómen duma fora das pétalas e a cabeça e o tórax, dentro da flor.

Tirei-lhe fotos e, enquanto entretido a fotografar, senti uma espécie de motor poderoso passar junto da minha cabeça ... róóóonn. Era outra vespa asiática que fez um autêntico assalto há que se empanturrava nas flores. Após algumas picardias, encontros e reencontros, uma fez o róóóonn ao contrário entendendo que não podia estar ali. Uma fugiu e a outra ficou. Depois apareceu uma terceira e como só vi três juntas, eram pelo menos três que estavam lá mas, pelos movimentos, acredito que seriam mais. De qualquer modo, a motorização delas mete respeito e mais ainda, quando nos voam junto dos ouvidos. 

Depois só ficou uma, ou a que estava lá primeiro ou aquela que a atacou. Uma delas deu às de vila diogo

Mas vim de lá muito triste. Às vezes pensamos que está tudo bem mas não está. Vim a saber que o meu amigo Bigodes, um belíssimo gato que era uma meiguice tinha sido morto por cães de vizinhos. As pessoas nos lugares pequenos, como já tenho assistido, deixam os cães andar à balda e muitas vezes são cães que não são flores que se cheirem. Claro que os cães não têm culpa mas os donos sim.

Como eras lindo Bigodes e como tu fazias ciumes ao Pilantras. Ele cheirava-me todo e parecia que me dizia: «hoje estiveste com o Bigodes». Mas não estarei mais contigo, gatinho lindo. Esta é a tua última imagem que tirei em 10 de Setembro de 2020

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Um amigo azul


Apreciem só esta beleza que saquei dos meus amigos pixabay.

O meu amigo guarda-rios

Já tenho saudades de caminhar a seu lado, ou então, aquele formato de seta azulinha quando ele voa sob os nossos raios de visão. Por vezes, se estivermos nas margens superiores de uma ribeira, ou sobre uma ponte, esta coisinha linda passa por baixo e quase só vemos uma seta azul.

Estes animais foram meus companheiros de caminhada, há mais de cinquenta anos, quando eu descia e subia o rio Adrão, nos meus tempos de puto, nas minhas pescarias. Parecia que me diziam: "Ventor, não te esqueças de apanhar só as grandes, pois as pequeninas são para mim. Se me deixares só as grandes, tenho de vazar daqui"!

Hoje eles não esvoaçam pelo rio Adrão porque os matos cobrem o rio e as trutas não sobem. Assim, enquanto os matos cobrirem o meu rio, nem trutas nem guarda-rios, nem o Ventor dará por lá meia dúzia de passadas.

Limito-me a assistir à agonia do Planeta Azul. Se os tempos que vivi nos anos 50 pelo rio Adrão, fossem os de hoje, certamente que não andaria por aqui, cheio de saudades.

As Janelas por onde espreito

 Nasci no Lugar de Adrão   Na serra de Soajo As Caminhadas por aí   Estive em Moçambique   A Arrelia do Quico   O meu Pilantra s     As bele...