Apreciem só esta beleza que saquei dos meus amigos pixabay.
O meu amigo guarda-rios
Já tenho saudades de caminhar a seu lado, ou então, aquele formato de seta azulinha quando ele voa sob os nossos raios de visão. Por vezes, se estivermos nas margens superiores de uma ribeira, ou sobre uma ponte, esta coisinha linda passa por baixo e quase só vemos uma seta azul.
Estes animais foram meus companheiros de caminhada, há mais de cinquenta anos, quando eu descia e subia o rio Adrão, nos meus tempos de puto, nas minhas pescarias. Parecia que me diziam: "Ventor, não te esqueças de apanhar só as grandes, pois as pequeninas são para mim. Se me deixares só as grandes, tenho de vazar daqui"!
Hoje eles não esvoaçam pelo rio Adrão porque os matos cobrem o rio e as trutas não sobem. Assim, enquanto os matos cobrirem o meu rio, nem trutas nem guarda-rios, nem o Ventor dará por lá meia dúzia de passadas.
Limito-me a assistir à agonia do Planeta Azul. Se os tempos que vivi nos anos 50 pelo rio Adrão, fossem os de hoje, certamente que não andaria por aqui, cheio de saudades.

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