quinta-feira, 16 de julho de 2026

 


Este é Aton, o símbolo da época da 18ª Dinastia, que Aquenaton quis louvar, como um só Deus, abolindo o politeismo e adotando o monoteismo com o apoio da sua esposa Nefretite. Este é o símbolo que esta no espaldar da cadeira do Faraó Aquenaton

 

 

A cadeira do Faraó com Aton

 

 

 

Eles aí estão! Os elefantes sabem que a água está ali e, tal como os homens, também sabem que têm de ir buscá-la.

Vamos lá, rapazes, toca a cavar. Elefantes desesperados

sábado, 9 de maio de 2026

Resistir

 Esta é a mensagem que vos deixo neste meu novo Blog.

Dizem os especialistas que a seda da teia de aranha, se fosse grossa como um lápis, seria capaz de deter um avião Boeing 747 em pleno voo e era conhecido como o materia mais resistente, há cerca de 15 anos - temos de criar a nossa teia

Resistir o máximo que pudermos ao SARS Cov 2, mais conhecido como Covid-19. Este é um adversário e peras! Eu já tenho falado por aqui, da nossa geração de ouro. Não tenhamos dúvidas que a nossa geração tem sido uma geração de ouro e, também não tenhamos dúvidas que algures por aí, teria de ser posta à prova por uma adversidade qualquer e, por acaso, nos calhou esta. A nossa geração sempre foi posta à prova e, nesse espaço de tempo, sempre houve epidemias e guerras que têm avassalado o nosso mundo e das quais muitos fizemos parte.

Como sabemos, a segunda guerra mundial nunca acabou. Ela deixou tentáculos em todas as partes do mundo. Nós fomos forjados nos cheiros de pólvora. Os muros como o de Berlim, os Golags soviéticos, a guerra da Coreia, as Guerras da Indochina (quem se esquece do Vietname), a Argélia, as várias de África, do Iraque, do Afeganistão, da Síria e algumas outras mais macias mas que vão existindo por todo o mundo. Portanto, directa ou indirectamente, todos temos feito parte delas.

Porém, entre outros micróbios de várias estirpes, bactérias, vírus,  ... sei lá, continuamos à prova! Mas, desta vez, o adversário agora é outro e faz de nós tudo o que quer e a ele estamos sujeitos. Sujeitos de todas as maneiras e feitios. Sujeitos sobre os aspectos saúde, económico, político, psíquico, ... enfim, entrincheirados em todas as áreas e num grande dilema. Morte pelo Covid-19 ou pelo fracasso económico?

Meus amigos, o meu conselho é que não brinquemos com este caso muito sério. Este caso só pode ser resolvido pela acção política, qualquer que ela seja, de um extremo ao outro. Quem está no poder tem de tentar escolher as melhores opções e não me venham dizer qual é a maneira certa porque ninguém sabe. Os governos, sejam da direita ou da esquerda, têm de tactear. Mas nós temos a nossa missão. Tentar fazer tudo ao nosso alcance para ajuda-los. Claro que, a nível mundial, também há anedotas mas temos de tentar compreender essas anedotices. Neste momento há os que têm medo de morrer pelo Covid-19 e os que têm medo de morrer pela fome. Eu tenho medo de morrer de uma forma ou da outra. Recuso-me a morrer sem dar luta, por isso, sinto que continuo em guerra. E que guerra!

Já houve grandes epidemias e fomes pelo mundo. Mas ainda hoje se matam pessoas porque têm de roubar para comer. Ou morrem ou cortam-lhes os membros. Eu chamo-lhe a justiça dos estúpidos. Mas recordo-me que na Inglaterra do séc. XIX, em pleno desenvolvimento do avanço industrial, se enforcavam pessoas por roubar para comer. Fixei, especialmente, criticas da época, sobre o enforcamento de uma criança de oito anos por, cheia de fome, ter roubado uma maça.

Hoje vamos tentar acertar o passo para que essas coisas não voltem a acontecer com a nossa gente. Tenhamos fé. Vamos ter de vencer este inimigo.

Presto aqui a minha homenagem ao Presidente da República da Eslovénia que, falando Português, também prestou a sua homenagem a Portugal, um autêntico louvor pelo esforço levado a cabo contra este inimigo comum - o Covid-19.

Continuemos a resistir e com fé.             

Hoje falo de Santa Sofia

 Deixo-vos aqui um resumo sobre a Basílica de Santa Sofia

hagiasophia.jpg

Sigam o Ventor que foi até Istambul a ver se encontra o malvado do coronavírus para o afogar no estreito de Bósfaro, aquele riacho de água que fica entre o mar Negro e o mar da Mármara. Mas como já estou farto do coronavírus, fiquei a admirar aquele casarão que foi erigido pelas gentes do imperador Justiniano I, em honra de Santa Sofia (a sabedoria de Deus).

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Os gaios

 Luiz Franqueira 05.07.24

Como são lindos estes malandros e como foi linda a visita que hoje vieram fazer ao Ventor. Disseram-me que o nosso Planeta Azul, apesar de algumas tormentas, ainda continua lindo.

A beleza dos gaios

Hoje tive visitas inesperadas. Nas traseiras da minha casa, há uma nespereira. Já deu muitas nêsperas este ano, mas já não tem nenhumas. Está limpinha. Os pombos torcazes e demais passarada, além da vizinhança, limparam a nespereira. Nas manhãs, sempre que lhe apetece, o meu gato vai apanhar sol na janela do quarto. Hoje, depois do pequeno almoço, como sempre faço, fui-lhe fazer uma festa. Olhei a nespereira e achei que mexia mais do que a aragem que existia. De repente, dois gaios deixam a nespereira e pousaram no chão, um à procura de algo e outro a olhar-me fixamente. De repente um dá um pio e os dois levantam voo e somem, mas a nespereira continuou a remexer e eu não via nada.

De repente, um levanta voo e foi pousar numa janela em frente ao lado de outra onde uma mulher estendia a roupa. Depois foi para outra e lá pôs o seu GPS a funcionar e saiu da praceta atrás dos dois primeiros. Depois saiu outro e outro e outro. Eram seis. Uma família de gaios. O pai, a mãe e quatro filhotes.

Um vídeo do Youtube

Eu sei que eles são uns grandes sacaninhas mas eu gosto dos gaios. São pássaros lindos que conversam comigo e quando não conversam, pelo menos dizem sempre olá.

Os gaios têm feito parte de muitas das minhas caminhadas e quando tomam banho junto de mim e se põem a secar e a limpar as penas quase me desafiam a subir até ao local onde realizam esse trabalho. Já vi um, no Parque Aventura, na Amadora, levar uma grande saraivada, em cima, que ficou grog ao ponto de me deixar aproximar dele e parecia que me queria explicar aquela tormenta que tinha passado.

Um gaio em voo

Eles têm um voo inconfundível que podem ser identificados pelo bater das asas e pelas penas azuis nas asas.

Estas penas dos gaios tornam a sua fatiota penuda uma maravilha

quarta-feira, 3 de julho de 2024

As poupas

 Luiz Franqueira 03.07.24

São animais lindos dos quais já descobri ninhos mas nunca tive oportunidade de os ver dar de comer aos filhotes, coisa que o vídeo abaixo nos mostra.

Um vídeo do Youtube que nos dá uma visão geral deste belíssimo animal

Estes animais e eu, temos feito belíssimas caminhadas juntos, especialmente, nas margens do rio Vez, em Arcos de Valdevez, pela Ria de Aveiro, pelo Algarve e até por aqui na Amadora e Sintra. Elas fazem os ninhos em buracos adequados de árvores e em buracos de edifícios, velhos ou novos.

Normalmente é assim que observamos as poupas

Elas caminham nos campos à procura de insectos que desenterram do chão para comerem e para tratar dos seus filhotes quando os têm.

Esta estará a observar os seus companheiros, sabendo que está a ser fotografada

Pousam em locais que lhes servem de miradouro de onde procuram identificar possíveis predadores e se procuram observar umas às outras. Alguns anos atrás, numa manhã ainda cedo, em Arcos de Valdevez, procurava observar um buraco num choupo onde admitia ser um ninho de poupa. Fiquei espantado, quando aos primeiros raios de sol, saíram desse buraco dezenas de libelinhas para começarem a tratar do seu dia.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Saudade de um charco

 Luiz Franqueira 22.04.24

Nas minhas caminhadas ao lado dos filhos do sol, vou apreciando tudo. Aprecio o verde dos bosque, as cores das flores, as nuvens no céu esvoaçando a reboque dos ventos, as árvores altas e o temor de levar com uma pinha na cabeça, quando caminho debaixo dos pinheiros (ainda por cima em dias de ventania), como já me aconteceu, em tempos, na serra de Sintra, ... Talvez nem acreditem mas, a fotografar umas flores, uma pinha quase me estragou as flores, a minha cabeça e a máquina. Vi pinhas caírem à frente e ao lado do carro, quando rodava debaixo de pinheiros mas antes disso, tivemos a sorte de ver correr, atravessando a estrada, um saca-rabos. Se calhar, ele fugia da possibilidade de também levar com uma pinha na cabeça. Concluí, pelo menos, que sempre há saca-rabos na serra de Sintra. Já não é só o ... diz-se, diz-se, o .. ouvi dizer. Consegui desacelerar o carro para ele seguir em paz e segurança da sua vida.

O saca-rabos, magusto da Europa, Ásia e África

Na África, era estimado pelos egípcios por ser um devorador dos ovos dos crocodilos. Esta gravura de von Schreber, foi tirada da Wikipédia. Tal e qual como o rasteirinho que caminhava sobre o alcatrão da estrada, na serra de Sintra

Mas eu estava a falar de um charco, bem mais pequeno que a Lagoa Azul (o charco do saca-rabos). Foi de lá que ele fugiu atravessando a estrada.

Este outro charco de que falo, é um charco minúsculo, apenas um cantinho, fonte de água e fonte de vida. É neste pequeno charco que os meus amigos penudos se encontravam com o Ventor. Ali bebiam, ali se banhavam, ali se encontravam para as suas conversas e ali me davam uma lição de que, neste mundo, a água é para todos.

Um pombo bravo (Columba oenas), amigo que há muito tempo não via, junto com as rolas bravas, os pombos torcazes, os estorninhos e demais passarada

Era um charco pequeno, tão pequeno que não corriam o risco de morrer afogados mas era o charco do seu encanto. Já lá passei horas a ver eles beberem e banharem-se e, apesar de algum receio, pela minha presença, creio que eles já se tinham habituado. Ali vejo pintassilgos, verdilhões, chapins, pintarroxos, pardais, rolas bravas, rolas turcas, pombos torcazes, pombos bravos, lavandiscas (alvéolas), estorninhos, ... pardais, e sei lá quantos mais.

 Pombo torcaz (Columba palumbus L.), a imponência dos pombos

 Este pombo é lindo e é imponente; é o maior de todos os pombos. Já éramos amigos. Ele vem para uma das árvores junto de mim e espreitava para dentro do carro, se calhar para ver se era eu! Cantava para mim, a dois metros da minha cabeça e, só depois de muitas mariquices é que ia a banhos! Não sei como eles, daquele tamanhão, não se espetam contra os acúleos das acácias com mais de 3 cm de comprimento.

 Rola-brava, rola-comum (Streptopelia turtur) uma maravilha dos meus penudos

Elas já me topavam, eu é que não sabia se eram as mesmas mas eram, pelo menos, um casal. Não tinham a técnica do pombo torcaz mas tinham outra. Elas caminhavam para o charco, sós ou acompanhadas, debicando aqui e ali mas, sempre com o olho em mim. Ou só ou as duas (talvez um casal), lá ganhavam confiança e iam ao charco. Depois, se estivessem muito molhadas, pousavam numa árvore junto de mim e enxugavam-se. Por fim até cantavam. Também me espreitavam da árvore mas mais altas que o pombo torcaz. Eram as minhas belezas desde os tempos que as observava nos bosques de Adrão.

 Um estorninho albino (Sturnus unicolor). Ele pertence aos estorninhos pretos mas nasceu albino

Ele caminhava entre os amigos, bebia com eles e tomava banho com eles. Quando aparecia um grupo de estorninhos olhava sempre a ver se via aquela manchinha branca no meio do verde ou no charco acastanhado de águas louras. Ele só lhe faltava dar às asas e gritar: "estou aqui, Ventor! Fiz uma pausa para o banho mas tenho de ir à labuta arranjar comer para os meus filhotes". E ele lá ia rumo ao seu ninho com o bico cheio, atravessando por cima da auto-estrada até perde-lo de vista. Era um trabalhador o meu amigo Albino!

Era nas minhas caminhadas entre estes e outros filhos do sol que residia a mais bela das poesias - as lições que os meus amigos me davam, contando-me belas histórias da Natureza.

Agora, quase tudo acabou para mim porque as minhas caminhadas foram-se todas ou quase e também o charco acabou. Essa passarada têm muita água no rio Jamor mas não eram muito exigentes. O charco tinha, de longe, a sua preferência.

As Janelas por onde espreito

 Nasci no Lugar de Adrão   Na serra de Soajo As Caminhadas por aí   Estive em Moçambique   A Arrelia do Quico   O meu Pilantra s     As bele...