sábado, 9 de maio de 2026

Resistir

 Esta é a mensagem que vos deixo neste meu novo Blog.

Dizem os especialistas que a seda da teia de aranha, se fosse grossa como um lápis, seria capaz de deter um avião Boeing 747 em pleno voo e era conhecido como o materia mais resistente, há cerca de 15 anos - temos de criar a nossa teia

Resistir o máximo que pudermos ao SARS Cov 2, mais conhecido como Covid-19. Este é um adversário e peras! Eu já tenho falado por aqui, da nossa geração de ouro. Não tenhamos dúvidas que a nossa geração tem sido uma geração de ouro e, também não tenhamos dúvidas que algures por aí, teria de ser posta à prova por uma adversidade qualquer e, por acaso, nos calhou esta. A nossa geração sempre foi posta à prova e, nesse espaço de tempo, sempre houve epidemias e guerras que têm avassalado o nosso mundo e das quais muitos fizemos parte.

Como sabemos, a segunda guerra mundial nunca acabou. Ela deixou tentáculos em todas as partes do mundo. Nós fomos forjados nos cheiros de pólvora. Os muros como o de Berlim, os Golags soviéticos, a guerra da Coreia, as Guerras da Indochina (quem se esquece do Vietname), a Argélia, as várias de África, do Iraque, do Afeganistão, da Síria e algumas outras mais macias mas que vão existindo por todo o mundo. Portanto, directa ou indirectamente, todos temos feito parte delas.

Porém, entre outros micróbios de várias estirpes, bactérias, vírus,  ... sei lá, continuamos à prova! Mas, desta vez, o adversário agora é outro e faz de nós tudo o que quer e a ele estamos sujeitos. Sujeitos de todas as maneiras e feitios. Sujeitos sobre os aspectos saúde, económico, político, psíquico, ... enfim, entrincheirados em todas as áreas e num grande dilema. Morte pelo Covid-19 ou pelo fracasso económico?

Meus amigos, o meu conselho é que não brinquemos com este caso muito sério. Este caso só pode ser resolvido pela acção política, qualquer que ela seja, de um extremo ao outro. Quem está no poder tem de tentar escolher as melhores opções e não me venham dizer qual é a maneira certa porque ninguém sabe. Os governos, sejam da direita ou da esquerda, têm de tactear. Mas nós temos a nossa missão. Tentar fazer tudo ao nosso alcance para ajuda-los. Claro que, a nível mundial, também há anedotas mas temos de tentar compreender essas anedotices. Neste momento há os que têm medo de morrer pelo Covid-19 e os que têm medo de morrer pela fome. Eu tenho medo de morrer de uma forma ou da outra. Recuso-me a morrer sem dar luta, por isso, sinto que continuo em guerra. E que guerra!

Já houve grandes epidemias e fomes pelo mundo. Mas ainda hoje se matam pessoas porque têm de roubar para comer. Ou morrem ou cortam-lhes os membros. Eu chamo-lhe a justiça dos estúpidos. Mas recordo-me que na Inglaterra do séc. XIX, em pleno desenvolvimento do avanço industrial, se enforcavam pessoas por roubar para comer. Fixei, especialmente, criticas da época, sobre o enforcamento de uma criança de oito anos por, cheia de fome, ter roubado uma maça.

Hoje vamos tentar acertar o passo para que essas coisas não voltem a acontecer com a nossa gente. Tenhamos fé. Vamos ter de vencer este inimigo.

Presto aqui a minha homenagem ao Presidente da República da Eslovénia que, falando Português, também prestou a sua homenagem a Portugal, um autêntico louvor pelo esforço levado a cabo contra este inimigo comum - o Covid-19.

Continuemos a resistir e com fé.             

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