Luiz Franqueira 01.06.20
Hoje damos início ao último mês do primeiro meio ano de 2020. Ontem no último dia do mês de Maio fui olhar as águas do Guincho, ali pelo Cabo Raso. Claro que eu gosto muito do Cabo Raso, e das flores que nele habitam.
Gosto desta. Este abelhão esvoaçando sobres esta belas flores azuis.
Também gosto desta, deste insecto que, num voo permanente sobre estas belas flores azuis e sempre armado em vivaço, ia implicando com a lente da minha máquina.
Gosto desta. Esta aranha que eu só descobri, aqui em casa, depois de analisar as fotos. Alguns bichinhos malandros matam as flores e a aranha mata-os a eles ou então, é ela própria que mata as flores.
Gosto desta bela menina, uma lagartixa do mato, minha companheira na serra de Soajo e que fugindo, pára quando ouve a minha voz. Menina não fujas que eu não te faço mal. Ela acredita, para e posa para mim. Continuamos amigos como sempre.
Gosto deste insecto que também esvoaçando sempre, vai sugando a flor e vai-me observando a mim talvez a certificar-se do meu comportamento mas a sua conclusão só pode ser - sempre amigos.
Gosto destas belas flores rosas, as silenes das praias ou silenes litoreias que já são desde há muito tempo as minhas belas companheiras das caminhadas costeiras.
Gosto destas belezas amarelas que aparecem pelo meio de areais e rochas sempre entusiasmadas com o seu "olá Ventor"!
Gosto dos alhos poros selvagens que em uníssono me gritaram: "vem aí o S. João, Ventor"!
E, claro, também gosto destas. Os velhos chorões que vieram da África do Sul para enfeitar as costas de Portugal e europeias e me enfeitam o Guincho.









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