domingo, 26 de julho de 2020

Como seria um Planeta Morto

 Luiz Franqueira 26.07.20

Sim? O nosso planeta morto? Como seria?

Imaginem o que seria um Planeta só para nós, seres humanos! Seria um planeta sem vida. A nossa vida não contaria para nada se não tivéssemos trilhos para partilhar com os outros animais. Imaginando que ficávamos sós, o nosso fim dar-se-ia num ápice de tempo. Bastava que os insectos desaparecessem para terminar a polinização. De repente tudo começava a acabar. Iríamos disputar a clorofila com os outros animais e, claro, nós iríamos ganhar devido à disponibilidade das armas que temos. Valerá sempre a pena falar disto!

O trabalho incansável das abelhas e outros insectos que, sem saberem, lutam pela nossa sobrevivência

Mas nós, os que vivemos nas cidades, esquecemos que não somos só nós e as cubatas de betão. Há outros animais. Há cães, gatos, pombos, pardais, moscas, mosquitos, até cobras e lagartos, sem enumerar todos. Muitos outros! Temos que conviver uns com os outros. Nas cidades também há cavalos, burros, vacas, coelhos perdizes, águias, falcões, ... Tantos outros! Invariavelmente há pessoas que tratam bem os animais e muitas outras que não. Acham que os animais são seus concorrentes mas olhem que não. Os animais são nossos parceiros.

Temos de aprender a conviver com eles se queremos continuar juntos nesta barca de Noé. A tal barca que nos transporta a todos e, podem crer, somos mesmo todos filhos do Sol. Se não fosse o Sol, não andávamos cá. Não haveria barca que nos transportasse. Podia andar por aí, a girar sozinha mas não passaria de uma arca morta. Seria uma arca que não geraria vida e apenas caminharia no escuro enquanto pudesse. Provavelmente (ainda não fiz contas) não saberíamos se ela continuaria a girar sobre si à velocidade de 465 m/segundo ou 1.674 km/hora ou aproximadamente 40.100 km por dia.

A velocidade é vertiginosa mas eu não enjoo

Já no seu movimento de translação a velocidade é, aproximadamente, 29,78 km/segundo ou 1.786,00 km/minuto ou 107.000 km/hora. Tudo, como é evidente, cálculos aproximados. Agora imaginem, correr tanto para quê, se não houver vida! Como seria o mundo sem uma Kudryavka, a linda Laika russa, a primeira cadela que enviaram para o espaço em 1957, sabendo que ela não regressaria? E como seria este mundo sem os outros quarenta e tal cães que seguiram a Kudryavka nos anos seguintes. Todos para morrer. Parece que escaparam poucos. Os animais são nossos parceiros em tudo, até na morte. Pelo menos que morram com a dignidade que merecem. Mas muita gente não vê isso. Gosta de espezinha-los, como nas touradas e outros eventos.

E como seria este mundo sem um desafio destes? Descer as escadas da Senhora da Peneda e aparecer este sardãozinho no meio das escadas a tentar demonstrar que ele é que mandava. Eu sou o guardião das escadas, Ventor!

Lagarto da Peneda

Caminhar só, pelas minhas Montanhas Lindas, como seria sabendo que já não há animais destes? Nós sabemos que há porque eles deixam-nos as mensagens nos nossos trilhos.

Não se esqueçam que como dizia o meu Quico, o melhor gato do mundo, somos todos filhos do Sol

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