É assim que eu vejo Soajo. Até parece que espreito de avião. Este miradouro, na estrada de Adrão, sobre Soajo, é paragem obrigatória.
Até parece uma certificação de que Soajo ainda existe. E lá está! A minha máquina reboca, serra acima, a sede da nossa freguesia, cada vez mais bela e firme. Soajo é o núcleo duro de tudo que a envolve, inclusive a sua serra - a serra de Soajo.
Soajo e a casa do povo
Aqui está a Casa do Povo, um local aberto para as comesainas soajeiras, para as suas festas e romarias e que, de mãos dadas com Nossa Senhora das Dores, é um ex-libris de todos os soajeiros.
Soajo, a sua escola e a sua eira com os espigueiros
No centro da foto, à direita, a sua bela escola, onde eu fiz a 1ª e a 2ª classe. No primeiro espigueiro (caniço se quiserem), junto à escola, comi eu uma valente sandes de presunto e bebi aquilo que julgo ter sido um pirolito e que, enquanto existiram eu adorava. Talvez devido à falta de açúcar que as gentes das aldeias sentiam.
Grosso modo, o núcleo central de Soajo
Mas Soajo tem um dilema. Há quem diga que não se sabe se foi a serra que deu o nome à terra se foi a terra que deu o nome à serra. Eu acho que a serra nunca terá dito: "vou dar o nome a esta localidade. Quero que se chame Soajo como eu"! Mas a gente que fez Soajo, que terá dormido nos seus cortelhos trogloditas ou sob as rochas em redor, terá decidido e, sem assembleia geral, chamar à sua serra, serra de Soajo. E assim será sempre. Não adianta aqui falar dos burros que se propõem o contrário.



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